Você já percebeu como alguns produtores preferem o feno, enquanto outros não abrem mão da silagem?
Essa escolha vai além de preferência: ela interfere diretamente na produtividade, no custo e na saúde do rebanho.
Segundo a Embrapa, o manejo alimentar pode representar até 60% dos custos de produção em propriedades leiteiras e de corte.
Entender a diferença entre fenação e silagem é o primeiro passo para fazer escolhas mais assertivas e manter o desempenho do rebanho durante todo o ano.
Confira nossas dicas!
O que é fenação e o que é silagem na prática
A fenação é o método mais tradicional de conservação da forragem.
Assim, o processo consiste em secar o capim ou leguminosa até atingir baixo teor de umidade para preservar o alimento por mais tempo.
É uma técnica simples e eficiente, ideal para regiões com clima seco e boa incidência de sol.
A silagem, por outro lado, é feita com a forragem cortada, triturada e compactada em ambiente sem ar, provocando a fermentação natural que mantém os nutrientes e aumenta a durabilidade do alimento.
Fenação ou silagem? Tempo, custo e espaço fazem diferença
Na hora de decidir entre fenação ou silagem, o tempo disponível, o custo e o espaço são fatores importantes.
Afinal, a fenação precisa de clima seco e estável, o que pode ser um desafio em períodos chuvosos.
Porém, quando o assunto é investimento, a fenação costuma ser mais acessível para pequenos e médios produtores, já que exige menos estrutura.
Já a silagem exige mais equipamentos e mão de obra, mas oferece maior previsibilidade alimentar ao longo do ano.
Embora demande mais recursos, garante maior volume e rendimento, o que compensa em propriedades de maior escala.
Por fim, no armazenamento, o feno precisa de locais ventilados e cobertos, enquanto a silagem deve ser totalmente vedada, seja em silos-fardo, trincheiras ou de superfície.
Quando a fenação é a melhor escolha?
Em regiões com clima seco e sol constante, a fenação se destaca por oferecer baixo custo, praticidade e boa durabilidade.
Além disso, o feno é fácil de transportar e distribuir, o que facilita o manejo diário.
Produtores que buscam mais autonomia também encontram na fenação uma ótima alternativa. Porém, é essencial cuidar do ponto de corte e da secagem.
Quando o feno é armazenado ainda úmido, há risco de proliferação de fungos, o que reduz o valor nutricional e pode comprometer a segurança alimentar do rebanho.
Quando a silagem entrega melhores resultados?
A silagem é indicada para quem precisa manter a alimentação estável o ano todo, especialmente em regiões úmidas.
O método conserva o alimento por meio da fermentação e mantém alto teor energético e boa digestibilidade, o que resulta em maior produtividade.
Estudos da Embrapa mostram que rebanhos alimentados com silagem de milho têm melhor ganho de peso e maior produção de leite.
O processo exige investimento inicial maior, mas reduz perdas e garante previsibilidade de estoque.
Nutrição e desempenho: como cada técnica impacta o rebanho
A fenação oferece mais fibra e estrutura vegetal, o que auxilia na digestão e na manutenção da saúde ruminal.
A silagem, por sua vez, é mais rica em energia e carboidratos solúveis, o que melhora o desempenho de animais em crescimento e lactação.
Por isso, muitos produtores optam por usar as duas técnicas de forma combinada. O feno serve como base seca, enquanto a silagem complementa a dieta com energia e palatabilidade.
Essa estratégia mantém a alimentação equilibrada, reduz desperdícios e aumenta a eficiência no campo.
Conservação eficiente: o segredo por trás dos bons resultados
A forma como a forragem é armazenada faz toda a diferença, afinal, uma boa conservação evita perdas, reduz desperdícios e garante o fornecimento de alimento com valor nutricional constante.
Os filmes agrícolas da Extraplast, como Polywrap, Extrasilo e Extralona, são desenvolvidos com tecnologia de 7 camadas e proteção UV, o que aumenta a durabilidade, a resistência e a eficiência na conservação.
Essas soluções reduzem perdas e ajudam o produtor a manter a qualidade do alimento mesmo em condições climáticas desafiadoras.


