Mesmo após uma safra bem conduzida, perdas ainda podem ocorrer no período pós-colheita. De acordo com estudos da área, falhas no armazenamento podem comprometer até 15% da produção de grãos.
Nesse contexto, grande parte dessas perdas está associada a erros operacionais relativamente comuns na armazenagem de soja e milho, como armazenagem inadequada, mistura de lotes, falta de monitoramento da temperatura, estrutura inadequada e entrada de oxigênio.
Esses fatores aumentam o risco de deterioração, fungos e perda de qualidade da produção.
Este conteúdo foi elaborado pela Extraplast e, a seguir, vamos apresentar cinco erros comuns que podem comprometer a armazenagem de soja e milho após a colheita.
Índice
- Por que a armazenagem de soja e milho após a colheita exige atenção
- Armazenar grãos com umidade acima do recomendado
- Misturar lotes com diferentes níveis de umidade
- Não monitorar a temperatura da massa de grãos
- Falhas de vedação no sistema de armazenamento
- Improvisar estruturas quando falta capacidade de armazenagem
- Como evitar perdas na armazenagem de soja e milho
- Por que a armazenagem correta protege o valor da safra
- Conheça tecnologias utilizadas na armazenagem de grãos no campo
Por que a armazenagem de soja e milho após a colheita exige atenção
Os grãos respiram, liberam calor e interagem com a umidade do ambiente. Por isso, quando as condições de armazenamento não são adequadas, os processos de deterioração podem comprometer a qualidade da produção.
Em outras palavras, uma safra bem produzida no campo ainda pode perder parte do seu valor se os grãos não forem armazenados em condições adequadas.
Por isso, veja a seguir os principais erros na armazenagem e como evitá-los:
1. Armazenar grãos com umidade acima do recomendado
Um dos erros mais críticos na armazenagem de grãos é guardá-los com teor de umidade elevado.
Quando a umidade está acima do ideal, aumenta a respiração da massa de grãos. Como consequência, esse processo libera calor e vapor de água, criando condições favoráveis para o desenvolvimento de fungos e para a deterioração.
Valores geralmente recomendados para armazenamento seguro:
|
Cultura |
Umidade recomendada |
|
Soja |
cerca de 13% |
|
Milho |
entre 13% e 14% |
Na prática, isso significa que grãos armazenados úmidos podem começar a aquecer internamente, formando pontos de deterioração que se espalham pela massa armazenada.
2. Misturar lotes com diferentes níveis de umidade
Outro erro comum é misturar grãos que foram colhidos em momentos diferentes ou que possuem níveis de umidade distintos.
Quando isso acontece, ocorre uma troca de umidade entre os grãos. Assim, os mais secos absorvem umidade dos mais úmidos, criando áreas instáveis dentro da massa armazenada.
Como resultado, esses pontos podem se transformar em focos de aquecimento e deterioração.
Segundo estudos da Universidade Federal de Viçosa, pequenas diferenças de umidade dentro de um lote podem gerar zonas de instabilidade que favorecem o crescimento de fungos durante o armazenamento.
Na prática, isso explica por que alguns armazéns apresentam pontos localizados de mofo ou aquecimento, mesmo quando a maior parte dos grãos está em boas condições.
3. Não monitorar a temperatura da massa de grãos
Mesmo quando os grãos entram secos no sistema de armazenamento, a temperatura precisa ser monitorada.
Isso porque a respiração natural dos grãos e a atividade de insetos podem elevar a temperatura da massa armazenada. Quando isso acontece, inicia-se um ciclo que acelera a deterioração.
De acordo com a Conab, aumentos de temperatura acima de 30 °C dentro da massa de grãos já podem indicar risco de deterioração e infestação de insetos.
Por isso, sistemas de armazenamento eficientes precisam permitir o monitoramento das condições internas da massa de grãos.
4. Falhas de vedação no sistema de armazenamento
A vedação é um fator essencial para manter a estabilidade do ambiente de armazenamento.
Quando há entrada constante de ar, ocorrem trocas de temperatura e umidade que, por consequência, desestabilizam a massa de grãos. Com isso, esse ambiente passa a favorecer a atividade de insetos e microrganismos.
Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), sistemas bem vedados ajudam a reduzir a presença de oxigênio no ambiente de armazenamento. Assim, diminuem a atividade biológica que causa a deterioração dos grãos.
Na prática, uma vedação eficiente ajuda a manter o ambiente mais estável e, ao mesmo tempo, reduz fatores que aceleram perdas na armazenagem.
5. Improvisar estruturas quando a produção supera a capacidade de armazenagem
Em anos de alta produtividade, é comum que a colheita gere volumes de grãos maiores do que a capacidade de armazenamento disponível.
Quando isso acontece, alguns produtores recorrem, então, a soluções improvisadas, como estocar grãos temporariamente em estruturas inadequadas.
Nessas condições, a produção pode ficar mais exposta a riscos como:
Infiltração de água
- Variações de temperatura
- Contato com pragas
- Contaminação por impurezas
Mesmo períodos curtos nessas condições podem comprometer a qualidade dos grãos.
Parte significativa das perdas pós-colheita no Brasil está associada a limitações na infraestrutura de armazenagem.
Como evitar perdas na armazenagem de grãos
Evitar perdas na armazenagem depende principalmente de planejamento e controle das condições do ambiente onde os grãos são armazenados.
Algumas práticas ajudam a reduzir riscos:
- Controlar o teor de umidade antes da armazenagem
- Evitar mistura de lotes com características diferentes
- Monitorar temperatura da massa de grãos
- Garantir vedação adequada no sistema de armazenamento
- Planejar a capacidade de estocagem antes da colheita
Essas medidas ajudam a preservar a qualidade da produção e reduzir perdas entre a colheita e a comercialização.
Conheça soluções para armazenagem de grãos no campo
Nos últimos anos, a armazenagem agrícola evoluiu bastante, principalmente com o uso de tecnologias que permitem manter condições mais estáveis para a conservação da produção.
Entre essas soluções, estão sistemas de armazenamento que ajudam a reduzir trocas de oxigênio, controlar a exposição à umidade e, além disso, proteger os grãos contra variações ambientais durante o período pós-colheita.
Nesse cenário, desenvolvemos soluções voltadas justamente para esse tipo de aplicação no agronegócio. Ou seja, oferecemos materiais utilizados em sistemas de armazenagem agrícola e proteção da produção.
Por isso, para conhecer melhor essas tecnologias e entender como elas são aplicadas na conservação de grãos no campo, acesse o catálogo e veja, em detalhes, as soluções disponíveis.


